sexta-feira, 13 de junho de 2014

RECEITA DE UM LIVRO PARA UM BOM PRATO

Acrescente em sua mente um livro (romance, aventura ou drama).
Uma xícara de aroma do ardente desejo adquirido.
Três colheres cheias da absorção por cada página lida.
Duas dúzias de sonhos da viagem ao mundo contagiante.
Leve ao forno da consciência por pelo menos até a próxima releitura.
Em seguida, despeje numa bandeja a ecstasiante fome do aprendizado.
Depois de uma breve reflexão, sirva-se à vontade para saborear as palavras temperadas impressas com
pitadas de emoções a gosto.
Bom apetite!

Feira da Palavra
Ver o peso
Ver o destino
Sentir no Livro o amor táctil.
Feira do Livro
Ver a infância despertar
O ato de coragem de não apenas sonhar.
Mas de viajar sem sair do lugar.

(Alex Contente)

sábado, 7 de junho de 2014

LEPO LEPO NA ROÇA

O mês junino me faz lembrar da infância, vestido de caipira, comemorando os santos festeiros à base das guloseimas típicas: mingau de milho, pé de moleque, canjica, bolo de macaxeira, aluá, etc. Naquela época era tudo diferente. A tradição dedicada ao sacrossanto perdeu a graça. Não há mais aquele charme da camisa xadrez, o famigerado chapéu de palha e o jeito habilidoso de se armar uma fogueira. As bandeirinhas de hoje servem para sinalizar arrastões. Também não existe mais a incorporação matriarcal dos terreiros.
O Boi-Bumbá, coitado, não muge com medo de morrer, mesmo com a promessa de ser ressuscitado por atos de penitências...
Quanto às quadrilhas - que antes ousavam nas coreografias da quadra junina - hoje é quase visto como sinônimo de formação armada. Até o matuto não é mais o mesmo. O casamento de mentira complica o casal de verdade. Os Pássaros Juninos se transformaram em Lendas Urbanas. As músicas atuais sepultaram os verdadeiros padrinhos. O coração caipira chora. De raiva. Sobrou até para a Miss Caipira, que agora virou Garota Safada.
O requebra requebra sem fim do Lepo Lepo é quem comanda a festa dedicada aos santos, detonando o descanso do padre. Como se pode ter casamento na roça sem a presença magistral do vigário?




(Alex Contente)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

POETAMOS À EXCLUSÃO

Há algum tempo vinha sentindo falta de um amigo nas redes sociais. Desconfiado, fui verificar o que havia acontecido e, para minha surpresa, o amigo havia me excluído do seu naipe de amizades.
Sempre fui fã de suas poesias, que dignificam o estado mental do leitor com extremado zelo poético. Mas acho que o amigo esqueceu de que o meio virtual é o caminho das águas em meio às pedras.
Mas mesmo excluído, continuamos poeta e assim poetamos à vida, poetamos os sonhos, poetamos porque ensaiamos, poetamos porque dialogamos com a alma. A vida só tem luxúria quando poetamos no palco o espaço dedicado a todos.



(Alex Contente)

HAICAI DE ALMA...


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ELA É DEMAIS

Indubitavelmente, ela.   Ela brinca, pula, dança... Em alguns momentos ela para... e descansa. (na sua e somente dela poltrona) E eu cá comi...

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