quarta-feira, 26 de maio de 2021

POESIA EXISTENCIAL

A tarde arde no céu... da boca.
Os abraços que se vão
enquanto a chaleira despeja vida
aos cactos do coração.
Não há sonhos nem almofadas
desenhadas no arco-íris.
Somente agonia na existência
do (eu) - doeu - ser. 

poeta Alex Contente

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

2021

Bem, estamos em 2021. O ano 2020 já é passado há alguns dias. Não tenho saudade dele. Até tenho de alguns anos que já se passaram (aqueles que se arrastaram fortemente na minha louca e saudosista caminhada)... mas o de 2020, não, pois só deixou feridas acesas no coração de todo mundo. Que em 2021 seja diferente, bem diferente mesmo do seu antecessor, que não chego a detestá-lo, porém, não gosto de recordá-lo. Parece que ele não trouxe vida (ou não quisesse que ninguém mais vivesse), apenas lamentos, dores e mortes. Muitas. Milhares. No palco da vida. Sem adeus.

Em 2020 poetizei muito menos ou quase nada. No entanto, mantive o peso. Mudei de casa. Orei. Fiz poucos amigos. Tiveram também aqueles momentos sem noção, aquela certa dose de nonsense, para afastar os maus fluidos e equilibrar a paz espiritual.

E espero que a partir deste ano seja o melhor que trago em mim durante os muitos outros anos. E há de ser. Em tudo.

poeta Alex Contente

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

POESIA À SAUDADE

A lembrança sempre a rodar
Fazer a minha vida entristecer 
Pensei no tempo daquele café
Nem amargo nem doce demais
Adocicando um beijo de paz
Não consigo parar de pensar
Mais do que a razão abraçou
Onde nasce a fonte do amor
Até hoje nas noites maldormidas
Procuro encontrar todo aquele
Carinho correspondido de tudo
Aquilo que aconteceu comigo
Para que a saudade sempre apareça...

by poeta Alex Contente

sábado, 8 de agosto de 2020

PENSAMENTO

vivemos num mundo sem brilho, de gostos duvidosos, de sandices surreais

by poeta Alex Contente

sexta-feira, 24 de julho de 2020

SUAVE VONTADE

Ainda que me sufoque
A sensação ao léu
Ou que me atire aos leões
A minha sede é lírica
Suave, suave.

Quantas vezes eu me embriaguei
No meu riso seco na contramão
Em direção ao bar das minhas tentações.

Hoje bebo do meu dilema 
O gosto suave da vontade
Agora o meu prazer é o gosto da vitória
Eu que bebia fogo e cuspia trovão
Agora sinto o sabor, que um dia desandou
no chão das ondas da embriaguez.

Minha vontade agora segue limpa 
Com toda história que ela merece
Tão suave, tão doce, tão tinto
Erguida sob o mar de minhas delícias inquietações...

by poeta Alex Contente

quinta-feira, 25 de junho de 2020

NOSTALGIA

Lembranças do nada, em especial. 
Apenas do passado, quando era permitido sonhar. 
Glória a Deus pela vida, pela memória.
by poeta Alex Contente

segunda-feira, 22 de junho de 2020

DEUS À VISTA

Ando com os pés juntos
De mãos dadas
Com a vida.

Guardo no coração
Tudo que me foi dado.

O tempo está apressado.
Eu oro antes de dormir
Deus recebe meu pedido
Antes de eu sonhar.

Aprecio o amor. Amo a vida.
Guardo a vida. Protejo o amor.

Por tanto quanto tempo for
Ou até enquanto eu viver.

O mundo está passando
E tudo está tão desigual.
Nada permanece igual.

Mas o amor vence o tempo.
E a vida permanecerá viva.

Sei que Deus está do meu lado.
E estará sempre à minha vista.

by poeta Alex Contente

quarta-feira, 17 de junho de 2020

VIAJANDO PELO PLANETA

Bem, eu estive pensando
Aqui por muito tempo
Esperando por nada
Nada poderia dar certo
O mundo tem habilidade
De tornar tudo o que se vê.

E agora estou odiando
O mundo com suas garras
Toma o controle e lentamente
Arranca o fustigado coração

Garras invisíveis
Penetram o coração
Que não será o mesmo.
Nunca mais.
E não tem remédio.

É algo misterioso
Não se pode confiar
E agora eu sei
O azul da estrela.

O mundo é um jogo
Bagunça a vida
Não gosta de perder
Se colar, colou.
Do mesmo jeito.

E agora estou odiando
O mundo com suas guerras
Toma o controle, sufocadamente
Arranca o castigado coração.

Tem um toque infernal.
Que rouba o controle
E lentamente vencerá.
Quero sumir pelo planeta!

by poeta Alex Contente

sexta-feira, 12 de junho de 2020

PERNALONGA

Chove na noite quente 
coisa difícil de se ver
cheiro de café molhado
assisto o pernalonga
ao som do pernilongo
ah, minha terra longe
só com muita légua
pois a distância é longa
ah, minhas pernas longas
olha o pernalonga, por aí
tarda mais...
(Alex Contente)

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