quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ALÔ, ALÔ, MARCIANOS

Eu vislumbraria a ideia de viver em Marte. Isso mesmo: residir plenamente nesse planeta do sistema solar. Aceitaria de prontidão a mudança de mala e cuia, com eterno juramento de contribuir para criar uma colônia humana no nosso planeta vizinho. E vou logo adiantando: não cairia em más influências marcianas.
Já até imagino um dia quando voltasse à Terra (com os trejeitos dos manos de lá) e alguém me perguntasse de que planeta vim, e, em tom de popstar planetário, diria: - sou de Marte, terráqueo, estou aqui para um documentário promocional acerca da minha humilde residência, que fica a milhões de quilômetros daqui...



(Alex Contente)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

QUANDO EU MORRER...

Quando eu morrer ninguém mais vai me encontrar nas esquinas
nem dá bom dia...
Quando eu morrer ninguém mais vai me encontrar nos botecos da vida nem nos cinemas da cidade...
Quando eu morrer não comerei mais galinha caipira ao molho pardo nem caranguejo ao toc toc nem banho de piscina...
Quando eu morrer os filmes de que mais gosto morrerão também...
Quando eu morrer minhas virtudes e meus defeitos se propagarão nas mentes dos meus queridos...
Quando eu morrer meu cachorro ficará sem guarda mas não completamente abandonado...
Quando eu morrer minha vida (re)começará...



(Alex Contente)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ó MESTRE, ENSINAI-VOS!

Para os professores não existem peso, cansaço, mal que os vença; para os professores não há nada no mundo - nem ninguém - que os detenha: cerca, parede, arame farpado, falta de luz, nem muro, nem mesmo lei, limite ou senha que os esmoreça; para os professores também não há sono no espaço que os adormeça; os professores apressam o passo, pulam pra não afundar, de tudo fazem um pouco; para os professores não existem sola de sapato, paciência gasta, dor no peito, sem jeito e nó na garganta; para os professores as aulas afugentam o desespero que a carne às vezes já não aguenta o peso. Parabéns aos mestres, que de loucos avançam para essa total entrega, que grita mas não nega, não larga...

(Alex Contente)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Poesia...

De que adianta coragem?
De que adianta falar forte?
Que faço, que nada, que falsa?
Que palhaçada, que festa, que dó?
Que é que resta, que é que presta?
Como é que se pode viver no meio de tanto anzol?

Alex Contente

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Poesia...

Poesia boa
não precisa de palco
Nasce no boteco
surge de dentro
do papo
e pousa no papel
do guardanapo.

Alex Contente

domingo, 29 de setembro de 2013

DOCE BEIJO

Minha vó, é uma grande pena constatar que quase sempre as maneiras simples são vistas como indício de pouco valor. Beijo bom é beijo sem pressa; beijo bom é beijo que não se consegue interromper. A vida fica muito mais fácil onde estão os beijos de que precisamos. Eu falo muito, a senhora beija muito, então enfim, com seu beijo decidi não ficar mais triste... Teu neto.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

O PULSO AINDA PULSA

Metalinguisticamente, relaciono o ato de fazer poesia à transgressão e acima da razão humana, dessa forma, um poder mágico em mãos: o de moldar a realidade. Ao inspirado poeta, aerosol tem a mesma direção e sentido da velocidade, também é muito sugestiva presenciar várias pessoas vagando pelo espaço... BOA NOITE!!!!!!!  (Alex Contente)


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

JAMAIS ME REVELAREI







Nunca sonhei com esta idade. Muito menos que chegaria perto.
Enchi a cara. Fumei muito. Briguei e chorei demais.
E, aos poucos, sei que vou evaporar tal qual fumaça.
Mas enquanto isso, que venham os cinquenta, os sessenta!
Pois como dizia o mestre nesta canção: elemento natural do jogo...



(Alex Contente)

EM DESTAQUE

ELA É DEMAIS

Indubitavelmente, ela.   Ela brinca, pula, dança... Em alguns momentos ela para... e descansa. (na sua e somente dela poltrona) E eu cá comi...

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