
Sendo seu neto dá uma tremenda vontade de ser Kafka e morrer escrevendo cartas.
Minha vó, deixei de me preocupar com coisas banais: passo o dia pensando nas pessoas de que gosto muito. Às vezes também acho o mundo horroroso porque só morre gente boa, gente que faz o bem.
Eu, contudo, ainda continuo acreditando nessas ursas maiores e menores que regem o universo.
A senhora me ajudou muito, deu-me oportunidade de estar no palco da vida. Assumiu o árduo compromisso de ensinar de uma forma diferente, divertida, dramatizada até, por meio de seus cuidados. Amou os netos o melhor que pôde. Tenho certeza de que era isso que nós (netos) sempre precisávamos. Acredite, continuamos existindo, e você continuará dando-nos conselhos. Fique bem, minha vovozinha. Que esse maldito lobo mau passe longe. A vida está aí, como um presente da Força Suprema.
Cada pessoa gosta como quer, né vó?! O gosto é pessoal e independe. Meu coração tem tanto pra te falar. E agradecer.
Este texto não foi escrito com o toque dos dedos. Foi composto pelo bater das lágrimas no teclado. Quanta dor... Olha, foi a senhora que me criou, viu?!
Vó, estou aqui de novo pra te agradecer por tudo que fizeste pelos seus três estabanados netos.
E respondo com toda convicção - para qualquer incauto de plantão - que fui um bom neto.
São meus carinhos para deixar o lar doce lar ainda mais uma belezura quando voltares! Ansiosamente, lhe espero. Beijos infindáveis!
(Alex Contente)
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