quarta-feira, 16 de julho de 2014

O TEMPO NÃO PARA




E não pode mesmo parar. Enquanto muitos são velados neste momento, outros nascem. Neste momento, as pessoas caminham de um lado para outro. Na pista, os ônibus circulam livremente; nas esquinas, os vendedores disputam fregueses; nas escolas, professores ensinam em horário integral; o carteiro, num vaivém frenético, corre em busca do destinatário. Amanhece. Anoitece. Faz sol. Cai chuva. E neste momento alguém sendo velado em algum lugar do mundo.
O tempo não para. E essas pessoas que estão sendo veladas neste momento? Ah, depois de três dias ninguém lembra mais. Só o tempo para trazer as lembranças...




(Alex Contente)



POESIA ( MORTE NO HOSPÍCIO )


domingo, 13 de julho de 2014

RESULTADO DA COPA

Brasil não foi hexacampeão mas ficou em quarto lugar. Dilma foi vaiada mas não apedrejada. O brasileiro nunca vai aprender mesmo o Hino Nacional. Os japoneses levaram o seu próprio lixo. Alemanha é tetra sem Hitler. Argentina dançou o último tango no Brasil. O Fuleco, coitado, levou o farelo. Hoje é o dia do Rock - o sonho ainda não acabou. Daqui alguns dias (só esperar pra gozar) é o do Orgasmo. Então, por que levar a vida tão a sério?



(Alex Contente)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

UM RETRATO DA ALMA NORDESTINA



Patativa do Assaré era poeta da roça, músico, compositor e conseguiu o que poucos artistas conseguem: virar lenda. Ao lado do companheiro Luiz Gonzaga, é uma das figuras mais míticas do Nordeste Brasileiro. De sua autoria, a canção A Triste Partida (uma das mais belas em Língua Portuguesa) foi imortalizada na voz de Mestre Lua, que conta a odisseia de alguns nordestinos que viajavam para São Paulo e lá encontravam uma realidade mais perversa que a vivida no Nordeste.
Que falta faz a ausência de nosso Cabra da Peste do Ceará, eterno cantador da existência. O nosso grande e saudoso Luiz Gonzaga nunca foi tão feliz quando interpretou o hino dos retirantes nordestinos!
Deixo meu protesto: Cante lá que eu canto cá.

(Alex Contente)

sábado, 5 de julho de 2014

TREM SEM DESTINO

A vida é como um trem sem fim
Se morrer, o caminho perde o trilho
A vida deixa de ser destino
Para quem anda pisando por entre espinhos
Apoiado em abrigo
Sofrendo riscos
Cheirando flores
Aquém do perigo
No meio do nada
Lá vai o trem sem destino
Com a morte em tudo...

(Alex Contente)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

MISÉRIA ESTAMPADA

Todos os dias pessoas são assassinadas pelo reinante tráfico de drogas, pela violência desenfreada do caótico trânsito. Pessoas que morrem nos corredores dos hospitais, morrem por falta de leito, morrem pelo silêncio, morrem pela perversão da escassez.
A miséria estampada com ostentação para a manutenção do poder, com prazer pervertido para os que assistem em camarote, achando que não fazem parte da mesma cooperativa tragédia.
A destruição humana servida com a tranquilidade de quem pelo outro só tem uma única razão - a indiferença.
Perdeu-se há muito tempo o respeito pela vida...



(Alex Contente)

EM DESTAQUE

ELA É DEMAIS

Indubitavelmente, ela.   Ela brinca, pula, dança... Em alguns momentos ela para... e descansa. (na sua e somente dela poltrona) E eu cá comi...

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