Aqui os ventos revoltam as folhas
Aqui se vê a cara da jia
Aqui gente causa em cima dos automóveis
Aqui nada é sagrado, nem sapo nem grilo
Aqui espírito dá o primeiro pulo
Aqui tem gente que não sabe os modos
Aqui gente toma tudo: vinho, soda, cachaça
E tudo mais que for líquido
Aqui existe uma tribo
Onde todo mundo é igual
Na rua ou na mesa do bar
Daqui o céu parece tão confuso
De gente que torna os tempos imóveis
Aqui tem gente mal, gente boa
Aqui tem gente que tem
E gente que nada tem
Aqui tem evangélicos, macumbeiros, ateus
Tem gente masculina, feminina e assim
Aqui não há espaço para outros
Aqui no Guamá tem esse fato todo
Aqui não havia nada mas passou a haver...
(Alex Contente)
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