Voltar a morar no bairro do Guamá ficou na minha alma uma sensação de que tudo o que estava vivendo - e passando - dependia exclusivamente do que eu pensava ou sentia, e, sem me dar conta, comecei a substituir espontaneamente por estratégia. Lentamente, os atos de atenção foram substituídos por retratos dos próprios medos. Mas ainda surgem reclamações - quase sempre explícitas - que acabam por se transformar em eternas misérias interiores, enquanto vejo que sou o único capaz de proporcionar uma sucessão de queimas de fogos de artifício. É pesada demais a carga da responsabilidade colocada nos ombros. Lamentavelmente, o meu sorriso aqui agora nunca sorriu; o meu sorriso não foi aquele que eu esperava.
Por um momento vejo que há possibilidade de recomeço, de refazer a vida, mas vejo também que preciso permanecer um pouco mais no inferno mental do remorso. Vou tentar estar atento, forte e por conseguinte despertar para os valores transcendentais desse mundão sem porteira.
Mergulhado nas águas turvas do rio Guamá, imploro que mamma mundi me ensine a remar, pois navegar é preciso. Viver, também.
(Alex Contente)
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